Fotografia documental sobre VLT vs. BRT: por que o bonde moderno é o melhor investimento para o futuro das cidades

Imagem: Foto: Wikimedia Commons · Licença: cc-by-sa

vlt

VLT vs. BRT: por que o bonde moderno é o melhor investimento para o futuro das cidades

VLT vs. BRT: por que o bonde moderno é o melhor investimento para o futuro das cidades

Fonte principal: Delivering Urban Light Rail Through Alternative Project Delivery - GFT, VLT da Baixada Santista - SYSTRA Brasil, Concepts innovants dans les transports en commun : 4 exemples innovants · Por Redação Mundo Trilhos


Os trilhos são a geometria material do futuro, e os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) oferecem capacidade, durabilidade e sustentabilidade superiores aos sistemas de Bus Rapid Transit (BRT).

Os trilhos são a geometria material do futuro, e a tecnologia dos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) está se destacando como uma solução mais eficiente e sustentável para o transporte urbano. Projetos em andamento, como o East San Fernando Valley Light Rail Transit (ESFV LRT) em Los Angeles, demonstram que os VLTs, especialmente modelos como o Alstom Citadis, proporcionam benefícios a longo prazo inigualáveis pelos sistemas de Bus Rapid Transit (BRT).

O projeto do VLT da Baixada Santista, no Brasil, serve como um exemplo nacional de como esses princípios técnicos se aplicam a regiões metropolitanas com demanda intensa. O ESFV LRT, um projeto de 6,7 milhas (10,7 km) com 11 estações, 33 VLTs e 10 subestações de tração, orçado em US$ 4 bilhões, utiliza a abordagem progressive design-build (PDB) para reduzir riscos e acelerar as obras.

Segundo a GFT, essa metodologia permite uma colaboração mais efetiva entre designers, contratantes e parceiros, melhorando a previsibilidade de custos e cronogramas. O projeto visa conectar a região do Van Nuys Boulevard à estação Metrolink Sylmar/San Fernando, fortalecendo a mobilidade na área.

Julien Chauvignat, Vice Presidente da Plataforma de VLT da Alstom, destaca que, embora os VLTs possam parecer mais caros inicialmente, eles são mais econômicos no longo prazo. Um VLT como o Alstom Citadis pode durar mais de 30 anos, mais que o dobro da vida útil de um BRT. Além disso, uma composição de 45 metros do Citadis transporta mais de 400 passageiros, enquanto um BRT precisaria de quatro veículos para igualar essa capacidade.

Isso significa que os VLTs podem atingir até 14.000 passageiros por hora por direção (PPHPD), contra 6.000 PPHPD de um BRT típico. A operação de VLTs também é mais barata. De acordo com a Alstom, os LRVs são até 30% mais baratos por passageiro-quilômetro, considerando os custos totais do ciclo de vida.

A economia de energia é outro ponto forte, com sistemas de tração que economizam até 15% de energia. O Citadis, por exemplo, é 95% reciclável e 98% recuperável, reforçando sua sustentabilidade. No Brasil, o projeto do VLT da Baixada Santista, que prevê uma via exclusiva sobre o leito da antiga ferrovia Samaritá-Porto, conectando Barreiros (São Vicente) ao Porto de Santos, ilustra como esses princípios técnicos se aplicam a uma região metropolitana com 1,8 milhão de habitantes e forte demanda portuária e turística.

O trecho Barreiros–Porto, desenvolvido pela SYSTRA Vetec, inclui consolidação de projetos funcionais, especificações técnicas de material rodante e sistemas fixos, levantamentos preliminares e projetos básicos de obras civis. Segurança é outra prioridade. Os VLTs, como o Citadis, estão equipados com sistemas avançados como ODAS (Obstacle Detection Assistance System) e COMPAS (Collision & Overspeed Protection System).

Essas tecnologias monitoram a velocidade, detectam obstáculos e prevenem colisões, garantindo viagens seguras para passageiros, pedestres e outros usuários da via. Em situações críticas, o sistema pode acionar alarmes ou até mesmo frear automaticamente. Além disso, os VLTs oferecem uma experiência de passageiro superior. Com piso baixo, interiores silenciosos e vistas panorâmicas, os VLTs são acessíveis e confortáveis.

A tecnologia Flexx bogie, utilizada nos Citadis, proporciona espaço extra e viagens suaves, tornando o transporte público mais atraente e acelerando a transição para a mobilidade urbana sustentável. O projeto do VLT da Baixada Santista, que segue o traçado da antiga ferrovia Samaritá-Porto, exemplifica como a integração de soluções modernas pode revitalizar infraestruturas existentes.

O uso de via permanente, catenária aérea e subestações de tração garante a eficiência e a confiabilidade do sistema, além de minimizar o impacto ambiental. Em resumo, os VLTs representam um investimento superior ao BRT, oferecendo maior capacidade, durabilidade e sustentabilidade. Projetos como o ESFV LRT em Los Angeles e o VLT da Baixada Santista no Brasil mostram que a tecnologia dos trilhos é fundamental para o desenvolvimento urbano, promovendo mobilidade eficiente, segurança e qualidade de vida.