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VLT de Salvador: quando os trilhos voltam para o Subúrbio — e levam skatepark, metrô e futuro
VLT de Salvador: quando os trilhos voltam para o Subúrbio — e levam skatepark, metrô e futuro
Fonte principal: VLTzação: entenda o plano do Rio para substituir o BRT pelo VLT - ou VLP | G1, Prefeitura apresenta projeto de construção de VLT em São Paulo | Blogs | CNN Brasil, VLT / MONOTRILHO DE SALVADOR | secretaria de desenvolvimento urbano · Por Redação Mundo Trilhos
A modernidade não é abstrata. Ela tem lastro, bitola, energia e direção.
A modernidade não é abstrata. Ela tem lastro, bitola, energia e direção. Essa afirmação define a transformação que o transporte sobre trilhos está promovendo nas principais cidades brasileiras, como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) emerge como símbolo de uma nova geração de sistemas leves, integrando infraestrutura reutilizada, integração modal inteligente e transição energética concreta.
O VLT de Salvador, um projeto emblemático, terá 43,71 km de extensão, 50 paradas e integração física e operacional com o metrô em dois pontos estratégicos: Águas Claras e Bairro da Paz. Este sistema, que vai revolucionar a mobilidade na capital baiana, também inclui intervenções urbanas significativas. Segundo a secretaria de desenvolvimento urbano do estado, o projeto prevê a construção de um Skate Park do Subúrbio de 5.000 m², pavimentação de calçadão, iluminação pública e soluções para alagamentos históricos em áreas como Calçada e Comércio. Essas melhorias urbanas são essenciais para a revitalização da região e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.
Os 40 trens do VLT de Salvador, adquiridos do estado de Mato Grosso, estão passando por um processo de restabelecimento técnico na fábrica da CAF em Hortolândia (SP). Os testes dinâmicos desses veículos estão previstos para o segundo semestre de 2025, garantindo que o sistema esteja pronto para atender à demanda crescente de transporte público na cidade. A integração multimodal, com a conexão aos corredores de metrô, permitirá uma mobilidade mais eficiente e sustentável, reduzindo o tempo de viagem e melhorando a experiência dos usuários.
No Rio de Janeiro, o projeto ‘VLTzação’ ganhou força e foi aprovado pela Câmara de Vereadores, com o apoio da base do governo. A proposta, chamada de VLTzação, prevê a conversão dos corredores Transcarioca (35,6 km, 45 estações) e Transoeste (44,6 km, 41 estações) de BRT para VLT ou VLP. A capacidade desses novos corredores será de 16 mil passageiros/hora/sentido, mantendo o nível atual de transporte, mas com custos operacionais menores, vida útil mais longa dos veículos e redução de ruído e poluição. A prefeitura do Rio, com o apoio do BNDES, estuda a implementação de um sistema de alimentação por catenária aérea, que garante uma operação mais eficiente e sustentável.
Em São Paulo, a cidade que já contou com os antigos bondes elétricos, está retomando a tradição ferroviária com projetos estruturantes. O orçamento para o VLT em São Paulo é de R$ 4 bilhões, com R$ 1,3 bilhão solicitado ao PAC federal. O projeto visa reduzir a emissão de CO₂ em 22.580 toneladas/ano, contribuindo significativamente para a transição energética e a melhoria da qualidade do ar na cidade. As primeiras obras devem ficar prontas em 2029, conforme apontou a CNN Brasil.
A integração multimodal é um elemento crucial nesses projetos. Em Salvador, a integração física e operacional com o metrô em Águas Claras e Bairro da Paz permitirá uma mobilidade mais fluida e acessível. No Rio, a VLTzação dos corredores Transcarioca e Transoeste promete uma transição suave do BRT para o VLT, aproveitando a infraestrutura existente e evitando novas desapropriações. Em São Paulo, a recuperação da tradição ferroviária com a implantação de linhas de VLT interligando bairros centrais representa um avanço significativo na mobilidade urbana.
Além disso, a transição energética é um aspecto fundamental desses projetos. Os VLTs, equipados com pantógrafos elétricos e sistemas de alimentação por catenária aérea, oferecem uma alternativa sustentável e eficiente para o transporte coletivo. A redução de emissões de CO₂ e a utilização de energia limpa são prioridades que alinham-se com as metas globais de mitigação das mudanças climáticas.
A modernização do transporte sobre trilhos no Brasil, representada pelos projetos de VLT em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, sinaliza uma nova era de mobilidade urbana. Esses sistemas não são apenas equipamentos, mas infraestruturas reutilizadas e integradas, que promovem uma transição energética concreta e melhoram a qualidade de vida dos cidadãos. A combinação de tecnologia, planejamento urbano e sustentabilidade torna esses projetos verdadeiros pilares do desenvolvimento moderno.
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