Trem Intercidades SP-Campinas: obras em março, R$ 16,85 bi e viagem em 1h04

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY 4.0) — Ichibashi

Trem Intercidades SP-Campinas: obras em março, R$ 16,85 bi e viagem em 1h04

Obras do Trem Intercidades São Paulo-Campinas começam em março. Investimento de R$ 16,85 bilhões, velocidade de 140 km/h e operação prevista para 2031.

Fonte principal: Brasil muda de patamar com construção de trem rápido com velocidade de 140 km/h e investimento de R$ 16,8 bilhões: obras · Por Redação Mundo Trilhos


O Trem Intercidades Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas em cerca de uma hora e quatro minutos, teve suas obras antecipadas para março. O investimento total é de R$ 16,85 bilhões, e a operação comercial está prevista para 2031, segundo informações do clickpetroleoegas.com.br.

O projeto é conduzido pela concessionária TIC Trens, formada pelo consórcio vencedor do leilão de fevereiro de 2024. A empresa é composta pela chinesa CRRC Hong Kong (40%) e pelo Grupo Comporte (60%), da família Constantino. A tecnologia chinesa se alia à gestão brasileira para transformar a mobilidade no interior paulista.

O cronograma original previa início em maio, mas a antecipação foi possível graças à apresentação dos projetos e à obtenção de licenças ambientais e de obra antes do prazo, conforme a Artesp.

O projeto contempla cerca de 100 km de extensão total. Inclui o Trem Intercidades expresso entre São Paulo (estação Água Branca) e Campinas, o Trem Intermetropolitano com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos, e a modernização completa da Linha 7-Rubi (Água Branca-Jundiaí), que servirá como espinha dorsal do sistema.

A previsão é que a passagem do Trem Intercidades custe R$ 64,00 na ligação direta, enquanto o Trem Intermetropolitano terá tarifa de R$ 14,05 entre Jundiaí e Campinas.

As obras começaram pela preparação da base da ferrovia. A concessionária identificou nove pontos simultâneos de trabalho no trecho entre Jundiaí e Campinas, ao longo de 40 km. Após a terraplanagem, serão instalados dormentes e trilhos.

O segmento mais complexo é a Linha 7-Rubi, com 60 km onde hoje convivem trens de passageiros da CPTM (400 mil passageiros/dia) e trens de carga da MRS Logística. A renovação antecipada da concessão da MRS prevê a construção de uma via segregada exclusiva para cargas, liberando espaço para o Trem Intercidades. A segregação é pré-condição para a operação segura a 140 km/h.

A TIC Trens já recebeu sete dos nove veículos de manutenção adquiridos da China, pelo Porto de Santos: uma socadora, duas locomotivas, três vagões hopper e um vagão prancha. Os dois restantes (outra socadora e um equipamento de manutenção de rede aérea) estavam previstos para março.

O contrato de concessão tem duração de 30 anos. Do total de R$ 16,85 bilhões, R$ 9,5 bilhões são aportes diretos do Governo do Estado de São Paulo; o restante será financiado pela concessionária.

O projeto representa a maior aposta do governo paulista na modernização do transporte coletivo de média e longa distância, retomando discussões que vinham desde os anos 1990. Além de reduzir o tempo de viagem, o Trem Intercidades deve reorganizar o desenvolvimento urbano ao longo do eixo norte da Região Metropolitana de Campinas.