Metrô Rio: 57 km, 41 estações e 660 mil passageiros por dia

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — Wilfredor

Metrô Rio: 57 km, 41 estações e 660 mil passageiros por dia

Conheça o sistema metroviário do Rio de Janeiro, suas linhas, história e desafios de expansão.

Fonte principal: Metropolitano do Rio de Janeiro – Wikipédia, a enciclopédia livre · Por Redação Mundo Trilhos


O Metropolitano do Rio de Janeiro, operado pela MetrôRio, é o quarto maior sistema metroferroviário do Brasil em extensão, com 57 quilômetros de trilhos e 41 estações. Inaugurado em 1979, o sistema transporta cerca de 660 mil passageiros em dias úteis, segundo dados da Wikipédia.

Três linhas compõem a malha: Linha 1, Linha 2 e Linha 4. Apesar de ter menos estações e extensão que os trens urbanos (SuperVia), o metrô lidera em demanda diária na capital fluminense.

O sistema é propriedade do estado do Rio de Janeiro, mas operado pela iniciativa privada desde 1998. A concessão, inicialmente de 20 anos, foi prorrogada até 2038. A MetrôRio é controlada pela Invepar, que tem entre seus acionistas a construtora OAS, fundos do Banco do Brasil, da Caixa e da Petrobras.

História e expansão

O primeiro projeto de metrô para a cidade surgiu na década de 1930, com uma linha ligando Botafogo ao Maracanã. Em 1966, o governo do estado da Guanabara criou a CEPE-2 para desenvolver o projeto. Após concorrência internacional, o consórcio alemão-brasileiro CCN-Hochtief-DeConsult foi contratado em 1968.

O projeto original previa 67 km de rede, com duas linhas: uma de Ipanema a Jacarepaguá e outra da Pavuna a Niterói. O custo estimado era de US$ 725 milhões.

A última grande expansão ocorreu em 2016, com a inauguração da Linha 4, que adicionou 8 km e 5 estações. Atualmente, há uma estação em obras, mas suspensa. Não há previsão de novas expansões a curto prazo.

Papel na cidade

O metrô desempenha função crucial no transporte diário, especialmente na região central. Durante grandes eventos, como o Réveillon de Copacabana e o Carnaval, o sistema opera com horários estendidos, incluindo madrugada e 24 horas.

Apesar dos desafios, o Metrô Rio segue como espinha dorsal da mobilidade urbana carioca, conectando bairros e facilitando o deslocamento de milhões de pessoas.